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BRASIL, Norte, BELEM, TERRA FIRME, Homem, de 20 a 25 anos MSN -
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Corja da Fanfarra
- Aquela vagabunda! Ela jura que tá me enganando... Eu vi!! Ninguém me contou, EU VÍ! Ela tava la agarrada, aos beijos e abraços com aquele otário! – Finel desabafava sobre a cena que vira na noite anterior. – O que me dá mais raiva é ela pensar que eu sou tão otário assim!
“Tínhamos marcado de nos encontrar na mesma praça, no mesmo lugar de sempre. Na mesma hora. Mas eu, como consegui sair um pouco mais cedo da aula, planejei chegar um pouco antes do horário marcado... e foi quando eu vi... la estava ela! Aquela vaquinha... e aquele palhaço... juntos ali como um só!”
“Fiquei olhando so de longe, apreciando alguns eternos segundos aquela cena, até então inédita aos meus olhos. Eu tinha tempo... resolvi dar uma volta para pensar no que fazer. Talvez o meu maior erro, mas talvez não.”
“A caminhada foi bastante produtiva. Tirou a fúria do momento e a transformou em um rancor profundo... o que era realmente o meu objetivo”.
“Depois de refletir acerca do novo tratamento destinado à ela, resolvi que toda a frieza do mundo seria pouca ante um ser daquele. Minha natureza de guardar rancores nunca me ajudaria tanto quanto agora. Ela experimentaria o gosto amargo da frieza... Não haveria escândalo... não haveria nada explicito ali naquele momento... nada... Eu agora seria um estranho pra ela. ‘Ela perdeu alguém!’”.
“Quando retornei à praça, já passavam vinte minutos da hora que marcamos inicialmente. Eu não ligava. Me aproximei dela, ela com aquele sorriso falso... aquele corpo ensaiando uma expressão alegre... Aquela reação, na ponta do pé e inclinando a face na direção da minha com os olhos semicerrados aguardando um contato de bocas... seus braços envolvendo meu corpo num suave aperto delicado. A hora era agora!”
“E então... Eu a beijei... beijei com todo o desprezo que aquela vaquinha merecia”.
Escrito por Sósia do Abstrato às 01h39
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