Um dia de aula
Segunda feira, um dia q denota seriedade a todos, fim do descanso, aula. De onde eu moro, tenho q caminhar a uma rua q qualquer onibus q eu pegue, consigo chega ateh lah. Quem dera se a felicidade fosse assim, com qualquer escolha tomada, chegasse nela. No onibus, as vezes passamos por sufoco por excesso de passageiro, as vezes fura um pneu, mas o destino jah eh certo, enquanto q na vida nao. Desci do onibus, me deparei com um senhor q parecia o arnaldo, um vizinho de casa, q era fã do Elvis Presley. Toda a carreira do Elvis ele acompanhou, vi fotos em sua casa de quando ele era jovem, com akelas jaketas de couro, estilo bom rapaz do Elvis. Juntou suas economias para viajar ao México só para ver o despenhadeiro onde teve gravações de "O Seresteiro de Acapulco". Buscava no Elvis um motivo para ser feliz, mesmo com o tempo, com as roupas bregas e brilhantes, Arnaldo nao deixava de imitar o idolo (sem eskecer akelas costeletas), ateh na barriga q ganhou sem muito esforço. Queria tê-lo conhecido nessa época, não soh por fotos, o ano de 1977 os separou de nós, ele não pode suportar a tragédia, seu idolo encontrado no chao do banheiro, como ele iria suportar viver sem ele?? Entrei na sala de aula com pressa, no quadro estava um trabalho valendo pontos pra kem entregasse primeiro. Fiz em questão de minutos, sai da sala, olhei para a lua, para a parada de ônibus, mas nao conseguia tirar a cena de minha cabeça, a cena do fim q levou arnaldo. Seus cabelos brancos, roupa azul com miçangas e brilhantes e mais uma asa feita de algodão, lembrando q Elvis havia morrido, ou não.
Escrito por Valentim às 00h49
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