Lanternas vermelhas
Desde pequeno conheço Joao Alves, sempre jogamos bola juntos e compravamos briga pelas eskinas. Ele era sempre o mais esperto, nunca mais o tinha visto, cerca de 7 anos, quando o encontrei numa rua deserta e escura perto de casa. - Beltazar! Q bom q te encontrei!- Disse Joao Alves. -Minha vida anda em apuros!- Completou. Nao podia deixar de perceber um bouquet de rosas em suas maos q tremiam, quando apertou minha mao olhou para todos os lados para sabermos se estavamos sendo vigiados e disse q estavamos, mas eu nao vi viva alma ali por perto e disse pra ele me contar o q estava acontecendo. - Estamos sendo observados Beltazar, vou te acompanhar até sua casa e dizer tudo q kero q faças por mim.- A partir desse instante comecei a ficar com medo de meu amigo, mas continuei ouvindo. - Em todo canto eles me perseguem, kerem o meu fim, dizem tudo o q eu faço, nao tenho mais vida! - Eles kem? perguntei aflito. - Ora kem!!! Os ratos e os passarinhos! Sempre eles ficam me observando, os passaros me veem e ficam no seu tchutchutchu, falando sobre mim. e os ratos sao os encarregados de mandar as mensagens mais distantes para os seus superiores, tenho certeza q eles planejam me matar e ainda hoje. Como meu amigo pode ter enloukecido deste jeito, pensei comigo mesmo. Será drogas? solidao? Resolvi fingir q acreditava e perguntei desde quando isso acontece. - Desde q conheci Laura Maria, uma meiga garota, filha do finado Deodoro, ela sempre disse pra eu me afastar, ela era pretendida de um outro alguem, mas eu insisti, fui a casa dela a 2 meses atras com um bouquet de rosas igual este aki, dei de presente a ela, desde esse dia os ratos nao me deixam em paz. Com certeza eles sao usados por esse outro pretendente dela. - Pq vc nao vai a casa dela e tenta desfazer isso? - Nao consigo, os ratos fazem uma barreira na porta me impedindo de entrar. Por isso q quero sua ajuda. Resolvi ajuda-lo, pq po, ele eh meu amigo desde a infancia, mesmo louco ele eh meu amigo. - O q eu tenho q fazer?- perguntei muito desconfiado. - É o seguinte, eu escrevi um cartao a ela dizendo q foi tudo um engano, ai talvez isso afaste esse mal de mim. E entregue essas rosas como uma despedida minha. - Oks, vou kebrar teu galho, mas depois a gente vai jogar uma partidinha de bilhar pra lembrar os velhos tempos. Fui ateh o local pra entregar as flores e o cartao, Joao Alves ficou na eskina anterior, e por incrivel q pareça, os ratos ficaram pra tras e o meu caminho parecia as ruas das cidades desertas dos filmes de bang bang, nao tinha barulho de nada. Cheguei na casa da Laura, uma casa colonial muito bela, apertei a campainha e ela veio atender. Disse pra ela q Joao Alves tinha mandado o cartao e as flores, mas parece q ela nem me ouviu. Tomou as rosas da minha mao, deu um sorriso maroto e agradeceu. quando jah vinha virando as costas pra vir embora ela me fez uma pergunta: - Desde quando achas isso de mim? Nesse instante percebi q meu amigo tinha aprontado alguma, tomei o cartao dela e li, tinha frases e frases sobre sua beleza e declaraçoes apaixonantes, e no fim assinado com o meu nome. Ouvi um barulho intenso ao redor da casa, eram milhares de ratos e passaros. Todos me fitando como se eu fosse a razao de viver deles, ou seria a razao da escravidao? Malditos q ateh hoje me perseguem....
Escrito por Valentim às 18h19
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|