BRASIL, Norte, BELEM, TERRA FIRME, Homem, de 20 a 25 anos
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  Corja da Fanfarra


"Magno era meu grande amigo de infancia. No belissimo povoado de Curuçá sempre nos encontravamos e partilhavamos de tardes de imensa alegria ali próximo à maré...
Tudo bem se ele era um amigo imaginario (coisa d quem nao tem com quem brincar), mas eu gostava dele, partilhavamos sorrisos e adivinhações quando nos encontravamos, proximo aos meus seis anos de idade.

Mas, como todos sabem, o tempo passa, a gente cresce e acaba esquecendo das pessoas que a gente gosta, principalmente se elas forem imaginarias... Muito tempo se passara sem que eu fosse ali perto da maré e encontrasse magno. Agora eu ja tinha mais idade.

E aí veio a adolescencia... e ja me sentia até envergonhado so em lembrar da existencia dele, como aquilo poderia acontecer?! As vezes me pegava rindo sozinho. O garotinho nao existia... a vulga casa dele era uma casa em ruinas... nem se pode chamar de casa. Ria quando minha mae falava do Magno aos meus amigos que frequentavam minha casa. Rio até hoje!

Os anos se passaram e agora, em fase adulta... ja casado e com minha mulher esperando meu primeiro filho, resolvi leva-la onde eu passei grande parte da minha infancia. Disse-lhe que queria que nosso filho passasse a infancia da mesma forma que eu... a essa altura Magno ja adormecia no meu subconsciente e eu nem lembrava mais dele!

Foi em um momento nostalgico, andando pela cidade relembrando o quanto fui feliz ali que resolvi voltar à maré... é impressionante como as coisas mudam... e como algumas coisas nunca mudam: lá estavam as ruinas que um dia foram a casa de magno... intactas, como da ultima vez que eu vi.

Sentado no trapiche lembrei das magnificas tardes que ficavamos ali... quando notei no meio das ruinas, dois olhinhos me olhando, pareciam de uma criança, de nao mais de seis anos de idade. No começo nao liguei muito, mas aquilo foi tomando conta de mim, porque notei que os olhos me encaravam de uma forma quase que robotica... ele nem se mexia! Cheguei mais perto... e vi quem era. Magno me olhava com um olhar muito triste, vestindo a mesma roupa com que o vi pela ultima vez, com que o via todas as vezes que nos encontravamos. Quis chegar mais perto ,mas mudei de ideia, o tempo havia passado, eu nao era mais a mesma pessoa... nao a mesma que passara tardes e mais tardes de sol na companhia daquele garotinho. Eu era outro. Fui andando de costas me afastando cada vez mais daquela casa. Notei uma lagrima escorrendo no rosto do menino, ao mesmo tempo que escorria uma no meu também. Me vendo me afastar, os olhinhos sumiam numa escuridao dentro da casa. Até hoje ainda nao voltei naquele lugar... É... o tempo nao volta..."

"as pessoas fazem qualquer coisa pra gente pagar uma cerveja!" - pensei.

- Tá bom Alberto, pede mais uma lá - falei em tom de desaprovação passando giz no meu taco para aquela que seria a tacada final.



 Escrito por Sósia do Abstrato às 10h07
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Sargento Gardner

De longe se ouve o assovio, será q eh o vento? a noite esta tenebrosa, o q estou fazendo no meio do mato essa hora da noite?
E o assovio a se aproximar, será q eh alguem da ronda?
-Cachito, venha cah meu garoto!
Assim me chamou um velho senhor vestido de mariachi. Ele nao tinha forças, sangrava, o nervosismo estava em seu olhar, um rosto pouco iluminado mas me parecia conhecido.
-Arrume fumo! antes q ela chegue! Salve-se!
Tirou a faca q estava cravada em seu abdomen e me deu para servir de defesa. Defender de quem? q assovio eh esse em cima de mim?
Olho pra cima e vejo olhos vermelhos, desvio o olhar, ando mais um pouco, mas os olhos nao saem de cima de mim, junto com o assovio.
Começo a correr, parece q ha varias pessoas me seguindo, de novo vejo as mulheres, perco os olhos vermelhos de vista. Pq a moça de vestido vermelho esta com um violao?
Quanta força essas criaturas femininas tem, nao consigo alcançar a faca, e esse assovio no meu ouvido!!!!
-Fumo. Quero fumo!!
O galo canta, desmaiei?
nao ha ninguem por perto, mas esta aki o violao, muito bonito por sinal, pena q nao sei tocar, serah q eh do senhor q estava vestido de mariachi?
- Estah aki!!! estah aki o assassino! -Gritou um moreno de bigode q se assemelha a um roedor. Logo um grupo de busca de mais de 10 pessoas estavam ao meu redor. Algemas? pq? nao. nao matei ninguem.
- Há dois dias atras encontraram o corpo do senhor Ferreira perto do quartel da marinha e seguimos o rastro q veio parar em vc, e vc ainda esta com o violao dele q vale U$17.000,00, nos acompanhe, vamos ateh Belem depor. -Falou o sujeito semelhante a um eskilo.
Que dia dificil, cela fria, vento frio, vento q tras consigo um clima de chuva, um clima como o dakela noite, tenebrosa. Traz tambem o assovio. Assovio? Nao!! olhos vermelhos Naaaaaaooooo! Fumo? nao tenho fumo!!!!!!
-Nao tenho fumoooooooooo!!!!! - Todos ouviram, se arrepiaram e tremeram ao ouvir essa frase q kebrou o silencio da noite, e silenciou de uma vez a loucura de um pobre sargento.

 Escrito por Valentim às 01h08
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